terça-feira, 11 de novembro de 2008

O problema económico



O homem sente necessidades ilimitadas, porém os meios disponíveis para as satisfazer são limitados. É aqui que surge o grande problema económico: como satisfazer necessidades ilimitadas perante recursos limitados? A economia procura responder a esta questão, procurando a máxima satisfação das necessidades humanas com o mínimo sacrifício. A economia é, assim, uma ciência de escolhas que procura a gestão eficiente dos recursos escassos – Racionalidade económica.
Associado a escolha aparece-nos o conceito de custo de oportunidade que se traduz no sacrifício que somos obrigados a fazer quando temos de escolher entre duas alternativas. Assim, se tivermos que escolher entre comprar um livro e ir ao cinema, se escolhermos ir ao cinema, o custo de oportunidade aqui será o livro, porque foi o bem de que abdicamos para satisfazer a necessidade de ir ao cinema.

Fenómenos económicos

- Produção: criação de bens
- Distribuição: transferência de bens do produtor para o consumidor
- Consumo: utilização dos bens- Repartição: - O problema económico

domingo, 19 de outubro de 2008




Tendo em conta a importância económica da zona do euro, a introdução da moeda única terá consideráveis consequências não só para os Estados-Membros que nele não participarão, mas também para os países terceiros. Este aspecto externo do euro é objecto de um debate cada vez mais aprofundado a nível das instâncias internacionais como a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Partindo da hipótese de que os 15 Estados-Membros participarão na zona do euro, a União Económica e Monetária (UEM) apresentará o cenário seguinte:
O seu peso económico e comercial será comparável ao dos Estados Unidos e superior ao do Japão.
Excluindo o comércio intracomunitário, o grau de abertura da zona do euro é de 10,2%, isto é, um nível equivalente ao dos Estados Unidos e do Japão.
Uma maior sincronização dos ciclos económicos dos diferentes Estados-Membros, devida a uma melhor coordenação das políticas económicas , reforçará a importância dos desenvolvimentos económicos na zona do euro para o resto do mundo.
Devido ao desaparecimento das tensões entre as moedas europeias (que podiam dever-se a choques externos à União), os resultados económicos da zona do euro serão menos sensíveis às flutuações das taxas de câmbio.
Com a realização da UEM, o mercado financeiro europeu tornar-se-á verdadeiramente integrado:
Desenvolvimento de um sistema eficaz de pagamentos transfronteiras (TARGET) ligando entre si as praças financeiras.
Harmonização dos instrumentos financeiros e convergência no sentido dos meios de pagamento mais eficazes.
Mercado monetário unificado que implique maior concorrência entre os bancos e os intermediários financeiros.
Eliminação do risco cambial entre os países participantes.
Apesar da supressão das fronteiras, é provável que subsistam algumas características nacionais dos mercados financeiros.
A dimensão da UEM, a estabilidade da moeda e o amplo mercado financeiro em que esta se apoiará deverão favorecer a utilização do euro a nível internacional.
Como moeda de facturação nas trocas comerciais, o euro deverá ser amplamente utilizado nas relações comerciais em que participe directamente a União Europeia, mas também, em certa medida, nas transacções comerciais em que não intervenham Estados-Membros da União.Dada a independência do Banco Central Europeu (BCE) e a sua política de estabilidade, o euro deverá constituir uma importante moeda de reserva e desempenhar um papel mais proeminente nas carteiras de activos financeiros a nível mundial. Embora estes mesmos factores devessem tornar o euro mais atractivo para os investidores privados, torna-se mais difícil prever a importância que o euro terá na composição das carteiras privadas.
A transformação do euro numa importante moeda internacional processar-se-á de forma gradual, devendo, em primeiro lugar, manifestar-se face aos países que têm laços económicos estreitos com a União Europeia.
A internacionalização do euro fará com que as intervenções do BCE tenham repercussões internacionais. Porém, numa primeira fase, essa internacionalização tornará mais difícil a condução da política monetária devido à influência das decisões de agentes externos sobre os agregados monetários.
A transição para o euro comporta o risco potencial de um período de instabilidade das taxas de câmbio entre o euro e outras moedas importantes, por diferentes razões:
As expectativas quanto à orientação futura da política monetária do BCE: o seu lugar no centro do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC), a sua independência jurídica e o seu objectivo estatutário de estabilidade de preços deverão, porém, impor imediatamente a sua credibilidade.
Um eventual excesso de reservas em dólares nos bancos centrais: estando estes plenamente conscientes das possíveis repercussões das suas transacções sobre os mercados cambiais, pode esperar-se que as eventuais operações destinadas a reduzir as reservas excessivas em dólares se realizem progressivamente e em estreita concertação.
A remodelação da estrutura das carteiras privadas após a instauração do euro constitui uma questão complexa: porém, deverão produzir-se efeitos de sinal contrário prevendo-se que os efeitos líquidos se equilibrem globalmente.
A longo prazo, as taxas de câmbio são principalmente determinadas por factores económicos fundamentais (crescimento, inflação, produtividade, saldos orçamentais e correntes, etc.), sendo estes factores influenciados pelas políticas económicas da União, mas também dos seus parceiros.
O âmbito de política económica definido no Tratado deverá permitir condições monetárias pouco restritivas, mantendo ao mesmo tempo a taxa de câmbio a um nível adequado. Assim, as políticas económicas a nível europeu constituirão um ponto de referência válido nas operações económicas internacionais.
A realização da UEM é susceptível de implicar uma significativa evolução do sistema monetário internacional, tornando-o nomeadamente mais simétrico: os ganhos potenciais de uma coordenação macroeconómica tenderão a ser repartidos de forma mais uniforme entre os parceiros.
Por fim, a UEM terá igualmente uma incidência sobre o funcionamento das instituições internacionais como o FMI (supervisão económica, etc.) deverão ser examinadas as questões da representação da União junto destas instâncias e verificada a compatibilidade das práticas existentes com as disposições do Tratado.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Presença da economia na realidade social


Ao observarmos as notícias, facilmente concluímos que a economia está presente no nosso dia a dia.
Questões como o desemprego, aumentos salariais, taxas de juro, horários de trabalho, (...) são questões do domínio económico mas que todos nós já ouvimos falar. Efectivamente, a economia está presente na vida de qualquer indivíduo e não só dos economistas. Até mesmo de um aluno...
A economia assim como as outras ciências sociais procura explicar os fenómenos sociais (que fazem parte da sociedade em que o Homem vive). A vida social é una e complexa, não podendo ser compartimentada, mas podendo ser abordada por várias perspectivas diferentes de acordo com a ciência social porque é estudada. Efectivamente, diferentes ciências sociais estudam os mesmos fenómenos sociais, utilizando diferentes métodos e técnicas. Nenhuma ciência social é totalmente autónoma e independente, visto que nenhuma é suficiente, por si só, para explicar a complexidade de realidade social.
Assim, a economia é interdependente e complementa-se com as outras ciências sociais já que elas permitem completar as conclusões a que se chegou.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Economia é uma ciência

Objecto de estudo
fenómenos económicos (o consumo, a produção, a repartição, distribuição). Estes fenómenos fazem parte da realidade social (Ciência social).

Corpo específico de conceitos
a economia possui uma terminologia própria que permite explicar os fenómenos que estuda a poupança, investimento, distribuição, oferta, procura, mercado....

Método cientifico
A economia como qualquer outra ciência, tem uma atitude científica, abordando os problemas a estudar de uma forma específica.
O método científico passa pelas seguintes fases:
Observação;
Formulação de hipóteses;
Experimentação;
Conclusão.


As descobertas feitas tanto do outro continente descoberto, e o outro sendo produzido um acesso directo para o desenvolvimento de conexões com o "novo mundo". Isso proporcionou que se desenvolvesse de forma mais acelerada, assim podemos dizer que o sistema económico comercial deve ser chamado de pré-capitalismo e nunca de "capitalismo comercial" por nunca ter sido a posterior a construção do capitalismo.
O capitalismo nunca deve ser visto como sinonimo de sectores económicos que estejam sendo privilegiados em determinado momento - comercial, industrial, financeiro. Menos ainda se pode se definir pela monetarização que determinada economia comportou-se, na verdade o que faz do capitalismo um sistema economia antagónico em relação aos outros, é a relação que se estabelece com o trabalho, tornando-o um fornecedor de um subproduto, este seria a força de trabalho, e não como uma simples mercadoria, pois a força de trabalho é mercadoria essencial a seu desenvolvimento, isso desenvolve meios para que seja possível a extracção de excedente económico, tanto no que diz respeito ao trabalho em si como em relação aos resultados do trabalho.
A economia comercial se torna, portanto, um sistema autónomo que extrai excedentes económicos através dos antagonismos entre preços de compra e venda das mercadorias, mesmo que às vezes se utiliza de diversas formas de trabalho compulsório, e procura aumentar esta extracção de excedentes através do estabelecimento de diversos monopólios comerciais em níveis nacionais.
O termo economia-mundo deve ser entendido como uma articulação económica, que produz um carácter profundamente comercial, que se forma a partir do século XVI, entre a Europa Ocidental, a Oriental, a Ásia, a América e a África. Está mais centrada na Europa Ocidental, pois procura estabelecer uma relação de trocas desiguais a seu benefício, tudo isso tornada possível pela expansão ultramarina europeia que faz com que ao mesmo tempo outras áreas acabem se especializando produtivamente, não mais para seus mercados internos, mas para abastecer a Europa Ocidental, isso acaba fazendo com que diversas áreas - América e África - se tornem apenas produtoras, realizando apenas a primeira parte do ciclo económico - produção -, dependendo da Europa para se faça para terminar o ciclo em distribuição e consumo.
Na verdade, com a inexistência de um mercado interno consumidor
na economia americana e africana durante os séculos XVI, XVII e maior parte do XVIII faz com que dependam da Europa para que se possam completar o ciclo económico de - produção, distribuição e consumo - pois só conseguiam produzir.
Esse processo de economia-mundo também teve factor no absolutismo, pois era o único Estado a dar condições para o bom funcionamento do sistema económico, pois este necessitava de segurança para as rotas comerciais transoceânicas, também do que ficou conhecido posteriormente como o Mercantilismo.
Todos esses factores chegam a uma das principais características desenvolvidas, a acumulação de capital, tudo graças aos regimes
de monopólio de comercialização dos produtos da economia-mundo que se fez presente nos Estados europeus (Portugal, Espanha, Holanda França e Inglaterra).
Na realidade, toda essa forma de acumulação que tornou possível o crescimento da economia capitalista, deve ser denominada de acumulação primitiva de capital. Uma por isso ter dado origem ao capitalismo, como também por ter sido baseada na força, no saque na compulsão do trabalho e na imposição de mercados monopolistas, outro motivo para não se caracterizar o sistema económico comercial como "etapa comercial do capitalismo".
Para que tudo isso fosse possível a Europa Ocidental permitiu que a forma mais barata de trabalho, a assalariada fosse empreendida, dessa forma deu diversas formas para que o ritmo de desenvolvimento fosse diferente nas diversas áreas mundiais, na medida que as áreas centrais só podem crescer acumulando capital em condição das áreas periféricas, estas áreas passam a ser, portanto de vital importância para os Estados centrais. Assim o sistema comercial passa por três momentos económicos: a expansão do século XVI, a depressão do século XVII, e a retomada do crescimento no século XVIII.

Interligação da economia


A economia estuda a realidade social que é um objecto de estudo das outras realidades sociais.
O que as distingue é a forma como cada uma delas interroga a realidade e como constroem o seu objecto cientifico especifico. Mas porque há divisão? Por uma de análise e de estudo mais especializado (a informação é demasiado vasta).
Embora a economia seja um campo de saber autónomo, como vimos anteriormente, a economia necessita de recorrer a informações de outras ciências para completar as suas explicações e por vezes para obter informações para as suas conclusões.